Mundo
Guerra no Médio Oriente
Teerão desvaloriza sanções. "Dia D" de Trump repete "políticas condenadas ao fracasso"
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros critica o plano de pressão económica do presidente norte-americano contra Teerão, classificando-o como uma continuação de "políticas condenadas ao fracasso".
"O chamado Dia D económico visa desviar a atenção da crise que os Estados Unidos enfrentam: dívida sem precedentes e custos de empréstimo crescentes. Continuar com políticas condenadas ao fracasso só levará a uma derrota ainda maior e à hostilidade dos iranianos", declarou esta quinta-feira Abbas Araghchi.
Segundo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, "o terrorismo económico dos EUA ameaça a economia internacional e a soberania dos países de todo o mundo".
As declarações de Teerão surgem depois de o presidente norte-americano ter alertado na rede social Truth para consequências económicas para qualquer país que apoie o Irão. No entanto, Trump não especifica as medidas que os EUA tomariam nem nomeia nenhuma nação. Jornal da Tarde | 20 de agosto de 2026
“Ninguém deu à República Islâmica do Irão uma maior oportunidade de fazer um acordo do que eu. TRAGICAMENTE, para eles, falharam em aproveitá-la. Assim sendo, hoje, anuncio a OPERAÇÃO ECONÓMICA MAIS DEVASTADORA JÁ REALIZADA CONTRA QUALQUER PAÍS!”, alertou Trump.
Segundo o inquilino da Casa Branca, “esta será uma guerra económica e um isolamento a uma escala sem precedentes. A sua marinha foi dizimada, a sua força aérea destruída, as suas fábricas militares são agora escombros, a sua moeda não vale nada e o seu país está por um fio”.
"Qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais prestar qualquer tipo de apoio financeiro ao Irão enfrentará consequências económicas TREMENDAS. Contrabando de petróleo, linhas de troca, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registos de navios, empresas de fachada — tudo isto tem de parar JÁ”, escreveu sem adiantar detalhes sobre as medidas em consideração. Trump prometeu uma "guerra económica e isolamento a uma escala sem precedentes", embora os detalhes fossem escassos.
“Este será um DIA D ECONÓMICO e precisamos que todos os nossos aliados se unam aos Estados Unidos da América para isolar e derrotar a ameaça iraniana. Estes maníacos estão encurralados e estas MEDIDAS HISTÓRICAS vão paralisá-los e impedir a sua capacidade de espalhar o terror pelo mundo”, acrescentou.
As ameaças e anúncios de Donald Trump nas redes sociais nem sempre são implementados, e o presidente norte-americano voltou a não especificar que medidas os EUA tomariam contra a República Islâmica.
Donald Trump adotou há muito uma política de "pressão máxima", impondo sanções económicas ao Irão e restabelecendo estas medidas após ter tomado posse em janeiro de 2025, dando continuidade à abordagem adotada durante o seu primeiro mandato.
Na terça-feira, os Emirados Árabes Unidos, que albergam uma importante base militar dos EUA, anunciaram a suspensão de todas as atividades comerciais, trocas comerciais e transações financeiras com o Irão até novas ordens.
A medida foi tomada depois de o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos ter afirmado ter detetado dois mísseis lançados do Irão que caíram ao mar, um relatório que o Irão classificou como infundado.
O Irão continua aberto ao diálogo com os EUA, mas não confunde negociações com rendição, afirmou Mohammad Mokhber, conselheiro do líder supremo do Irão, na terça-feira, de acordo com a agência de notícias semioficial Fars.
A pressão militar e as sanções não quebrariam a determinação do Irão, acrescentou Mokhber.
Na terça-feira, Trump afirmou que não havia negociações em curso com o Irão. Um dia antes, Jared Kushner, o seu genro e enviado especial, adotou um tom otimista, dizendo que as negociações ainda estavam em curso e "provavelmente mais robustas" do que nunca.
Trump quer confiscar o stock de urânio altamente enriquecido do Irão e procura um novo acordo, mais restritivo, que limite os seus programas de energia e investigação nuclear, para substituir o acordo do qual retirou unilateralmente os EUA em 2018.
Signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irão afirma há décadas que os seus programas nucleares são pacíficos.
Os Estados Unidos e o Irão anunciaram por duas vezes acordos de cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restabelecer o livre fluxo de navios através do estreito de Ormuz, visando o fim do conflito, mas ambos ruíram rapidamente, mesmo com a retirada significativa de Israel dos combates.
O Irão tem suportado sanções económicas severas e contínuas há quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.
O conflito entre Teerão e Washington, desencadeado a 28 de fevereiro por ataques aéreos israelitas e norte-americanos, aos quais o Irão retaliou atacando os seus vizinhos aliados a Washington, está estagnado, e as negociações parecem ter parado.
Teerão continua a bloquear o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde, antes da guerra, passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.
A sua reabertura tornou-se uma prioridade para os Estados Unidos, que impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
The so-called “Economic D-Day” is a diversion from America's own crisis: unprecedented debt & surging interest costs.
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) August 20, 2026
Doubling down on failed policies will only bring further defeat—and enmity of Iranians. US economic terrorism threatens global economy and sovereignty worldwide pic.twitter.com/Qj5SzVBjvX
Segundo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, "o terrorismo económico dos EUA ameaça a economia internacional e a soberania dos países de todo o mundo".
As declarações de Teerão surgem depois de o presidente norte-americano ter alertado na rede social Truth para consequências económicas para qualquer país que apoie o Irão. No entanto, Trump não especifica as medidas que os EUA tomariam nem nomeia nenhuma nação. Jornal da Tarde | 20 de agosto de 2026
“Ninguém deu à República Islâmica do Irão uma maior oportunidade de fazer um acordo do que eu. TRAGICAMENTE, para eles, falharam em aproveitá-la. Assim sendo, hoje, anuncio a OPERAÇÃO ECONÓMICA MAIS DEVASTADORA JÁ REALIZADA CONTRA QUALQUER PAÍS!”, alertou Trump.
Segundo o inquilino da Casa Branca, “esta será uma guerra económica e um isolamento a uma escala sem precedentes. A sua marinha foi dizimada, a sua força aérea destruída, as suas fábricas militares são agora escombros, a sua moeda não vale nada e o seu país está por um fio”.
"Qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais prestar qualquer tipo de apoio financeiro ao Irão enfrentará consequências económicas TREMENDAS. Contrabando de petróleo, linhas de troca, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registos de navios, empresas de fachada — tudo isto tem de parar JÁ”, escreveu sem adiantar detalhes sobre as medidas em consideração. Trump prometeu uma "guerra económica e isolamento a uma escala sem precedentes", embora os detalhes fossem escassos.
“Este será um DIA D ECONÓMICO e precisamos que todos os nossos aliados se unam aos Estados Unidos da América para isolar e derrotar a ameaça iraniana. Estes maníacos estão encurralados e estas MEDIDAS HISTÓRICAS vão paralisá-los e impedir a sua capacidade de espalhar o terror pelo mundo”, acrescentou.
As ameaças e anúncios de Donald Trump nas redes sociais nem sempre são implementados, e o presidente norte-americano voltou a não especificar que medidas os EUA tomariam contra a República Islâmica.
Donald Trump adotou há muito uma política de "pressão máxima", impondo sanções económicas ao Irão e restabelecendo estas medidas após ter tomado posse em janeiro de 2025, dando continuidade à abordagem adotada durante o seu primeiro mandato.
Na terça-feira, os Emirados Árabes Unidos, que albergam uma importante base militar dos EUA, anunciaram a suspensão de todas as atividades comerciais, trocas comerciais e transações financeiras com o Irão até novas ordens.
A medida foi tomada depois de o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos ter afirmado ter detetado dois mísseis lançados do Irão que caíram ao mar, um relatório que o Irão classificou como infundado.
O Irão continua aberto ao diálogo com os EUA, mas não confunde negociações com rendição, afirmou Mohammad Mokhber, conselheiro do líder supremo do Irão, na terça-feira, de acordo com a agência de notícias semioficial Fars.
A pressão militar e as sanções não quebrariam a determinação do Irão, acrescentou Mokhber.
Na terça-feira, Trump afirmou que não havia negociações em curso com o Irão. Um dia antes, Jared Kushner, o seu genro e enviado especial, adotou um tom otimista, dizendo que as negociações ainda estavam em curso e "provavelmente mais robustas" do que nunca.
Trump quer confiscar o stock de urânio altamente enriquecido do Irão e procura um novo acordo, mais restritivo, que limite os seus programas de energia e investigação nuclear, para substituir o acordo do qual retirou unilateralmente os EUA em 2018.
Signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irão afirma há décadas que os seus programas nucleares são pacíficos.
Os Estados Unidos e o Irão anunciaram por duas vezes acordos de cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restabelecer o livre fluxo de navios através do estreito de Ormuz, visando o fim do conflito, mas ambos ruíram rapidamente, mesmo com a retirada significativa de Israel dos combates.
O Irão tem suportado sanções económicas severas e contínuas há quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.
O conflito entre Teerão e Washington, desencadeado a 28 de fevereiro por ataques aéreos israelitas e norte-americanos, aos quais o Irão retaliou atacando os seus vizinhos aliados a Washington, está estagnado, e as negociações parecem ter parado.
Teerão continua a bloquear o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde, antes da guerra, passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.
A sua reabertura tornou-se uma prioridade para os Estados Unidos, que impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
Milhares de pessoas morreram na guerra, que rapidamente envolveu as nações do Golfo e abalou os mercados globais, à medida que o Irão demonstrava a sua capacidade de restringir o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que transportava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo antes de fevereiro.
c/ agências